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quarta-feira, 17 de março de 2010

Nunca antes na história...


Argumentos contra o Lifaltacrolimus:
1 - Especialistas de São Paulo, Ceará e Porto Alegre, os maiores centros de transplantes do país são contra a distribuição do medicamento porque não foram realizados testes de bioequivalência e disponibilidade necessários para se verificar a efetiva atuação do produto no esquema imunossupressor.

No Ceará e no Rio Grande do Sul o caso está na justiça. Em São Paulo simplesmente não é receitado, nem distribuído medicamentos para pacientes transplantados que não sejam originais.

2 - A ANVISA não renovou a licença do medicamento e proibiu a venda e a distribuição do Lifaltracolimus.

Argumentos da SESPA a favor da distribuição:
1 - O similar é mais barato.
2 - Não há previsão para a compra do medicamento original.


Quando um cliente não tem obras para mostrar, nós da área de marketing produzimos frases de efeito e peças promocionais com bordões do tipo: a nossa grande obra é cuidar das pessoas.


Diante do episódio do fornecimento de medicamentos aos transplantados paraenses ficou provado que cuidar das pessoas é apenas marketing, só marketing, nada mais do que marketing.

O que a SESPA está fazendo com os transplantados do Pará é um desrespeito.

Os médicos de São Paulo ficaram estupefatos quando mostrei a Nota Oficial da SESPA tentando justificar o injustificável.

Isso não é cuidar das pessoas. É desrespeitar a vida.

E isso, não há marketing que concerte.

Mas como o marketing não pode parar é possível que nas primeiras horas surjam novos bordões do tipo: é perseguição da mídia orquestrada ou ainda, é tudo culpa no governo anterior. Este caos vem de muito tempo. Precisamos de mais tempo para concertar.

É o que vai acontecer. Pode conferir.

O que este governo deveria fazer é reconhecer que cometeu uma falha e corrigi-la imediatamente. O resto é uma empáfia criminosa de quem está sentado numa cadeira para servir ao povo e não o faz.

Marketing a parte, eu afirmo: nunca na estória do meu transplante, eu e os pacientes que dependem de medicamentos fornecidos pelo governo fomos tratados com tanta falta de respeito com agora.

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